quinta-feira, 8 de junho de 2017

Brasileiros falando em inglês para brasileiros

PRESS TRIP... Tem um jornalista e uma turismóloga do Ministério do Turismo em Corumbá, fazendo um levantamento que será repassado a jornalistas especializados que virão á cidade nos dias 22 e 23 de junho para participar do Arraial do Banho de São João. Festa folclórica, raiz.. Ministério brasileiro, verba brasileira, tudo brasileiro. Então, por que esse tal de PRESS TRIP? Oras bolas, tem que valorizar o que é nosso, tem que valorizar a nossa língua. Esse povo que quer se aparecer falando inglês para brasileiro, só mata o que é nosso de fato. E pra quem não sabe, PRESS TRIP é viagem de imprensa, uma viagem de reconhecimento... putz.. haja saco pra aguentar essa gente,

Vamos em frente...


quinta-feira, 23 de março de 2017

Pratos Típicos – Arroz Boliviano

Navarrão – Comidas Regionais



Existe uma miscigenação grande e variada na formação da raça e da cultura do povo brasileiro da fronteira oeste brasileira. Influências que vão desde a forma de falar e se vestir, até os costumes mais marcantes da culinária dessa gente. Em Corumbá e Ladário, são vários os pratos vindos de raízes europeias, árabes, bolivianas, paraguaias, e até orientais. Entre a sopa paraguaia, a saltenha e o sarravulho, estou dando preferência, neste primeiro artigo, a uma terrina que vem bem dali, do outro lado da fronteira, originária da mesa de “nuestros hermanos bolivianos”. Vamos falar um pouquinho a respeito do Arroz Boliviano, um prato que mistura sabores fortes e marcantes e que é de se repetir várias vezes para saciar a vontade.
É claro que são muitas variações e que vão aparecer os mais entendidos dizendo que a receita não é original, mas para quem não sabe, na culinária a gente chega o mais perto possível do original e mais próximo ainda do que realmente fica bom para o próprio gosto e de quem come. Ou seja, tal qual na frase de Lavoisier, “no mundo nada se cria, tudo se transforma”, na culinária ainda mais, até porque os sabores se sobrepõem aos sabores, formando delícias cada vez mais próximas da divindade.
O Arroz Boliviano, sabe-se, veio do lado de lá da fronteira, mas não se tem ao certo a notícia de sua história. Sabe-se que os irmãos sul-americanos, gostam de preparar pratos que envolvem o arroz e outras iguarias, como o arroz com coalhada; o amarradito, que é uma mistura de arroz com carne seca desfiada e queijo; ou o amarradito de frango. Talvez essa iguaria, seja uma das muitas variações desse prato que ganhou o gosto do pantaneiro e, hoje, é muito mais uma iguaria pantaneira do que boliviana.


Misturar ao arroz, carne moída, queijo mussarela, bata frita e banana da terra frita, pode parecer irracional. Mas, comer essa iguaria é que é proporcionar uma irracionalidade ao sistema degustativo, concedendo ao próprio cérebro momentos ímpares de prazer. É como se os anjos se unissem em sinfonia para tocar uma melodia frequente e bem arranjada.
Prato fácil de fazer, começa com a preparação de um molho vermelho, à base de carne moída, como uma bolonhesa. Pica tempero, frita, frita a carne, põe molho, água, cozinha. À parte, faz-se o arroz e também frita a banana da terra em tiras. A batata, que hoje em dia muita gente usa a palha, tem que ser a palito, aquela que frita primeiro, depois gela, depois frita de novo.


No fundo da terrina vai um pouco de molho, depois arroz, palitos de mussarela, batata frita, banana frita, mais molho, mais arroz, tudo de novo. No final põe  mussarela ralada. Se quiser, pode colocar parmesão ralado também e levar ao forno para gratinar por uns 30 a 40 minutos, até ficar coradinho. Pronta a terrina, pronto o prato, pronta a delícia, das maiores delícias boliviano-pantaneiras.
André Navarro
Cel. (67) 99240-5345

Assista ao vídeo da receita, com todos os detalhes: 



Carteira de Trabalho pode ser feita de graça, na Semips, em Ladário

A Secretaria Especial de Políticas Públicas, Sociais e Cidadania (Semips) já emitiu 131 Carteiras de Trabalho Profissional (CTPS) este ano, e continua prestando o serviço gratuitamente para a população de Ladário. O benefício visa atender tanto os jovens que estão tirando o documento pela primeira vez, quanto às pessoas que precisam da segunda via da carteira.
“E tudo sai de graça, fazemos as fotografias e as cópias dos documentos aqui mesmo”, disse a secretária Delari Maria Botega Ebeling. A Semips tem uma equipe que trabalha somente para atender às pessoas que querem fazer a CTPS, no período de 07 às 11 horas da manhã.
De janeiro até agora, 108 carteiras de trabalho já foram emitidas e entregues aos trabalhadores. Outras 23 pessoas estão aguardando a chegada do documento do Ministério do Trabalho, órgão responsável por emitir as carteiras.
Lorrany Souza Carvalho acabou de completar 18 anos, concluiu o ensino médio e passou para a faculdade de Direito. Mesmo estudando, ela já garantiu o documento para poder trabalhar e reforçar a renda da família. “É a passagem para a vida adulta, quero vê-la assinada logo”, disse ela que se surpreendeu ao saber que em Ladário é bem mais fácil e rápido fazer a carteira de trabalho.
Além da CTPS, a Semips ainda ajuda o trabalhador com a confecção de currículos e com a realização de cursos de capacitação. “É uma forma de ajudarmos na inclusão ao mercado de trabalho e de facilitarmos a vida tanto dos empregados, como dos empregadores”, concluiu Delari. A Semips fica na Avenida 14 de Março.
  

Texto: Assessoria de Imprensa-PML
Fotos: Assessoria de Imprensa- PML

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Dinheiro de corrupção, para que serve?


André Navarro
12/12/2016

Para carregar no pescoço ou pendurado nas orelhas, como fazia Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Para ostentar em apartamentos ou casas de luxo, em viagens ao exterior ou até mesmo na compra de ilhas paradisíacas como já levantaram as investigações da justiça que detectou, até agora, um rombo de mais de R$ 500 bilhões em dinheiro de corrupção no Brasil. Mas, infelizmente, boa parte, para financiar campanhas eleitorais, ou seja, para comprar o voto e a consciência do cidadão.
Muitos que hoje empunham megafones, microfones, que balançam bandeiras e depredam patrimônio público, gritando palavras de ordem e imputando aos políticos, única e exclusivamente aos políticos, a culpa pela roubalheira que se instalou no Brasil, são ou já foram cúmplices da ascensão daqueles que de forma algoz, usurpam o dinheiro, o direito, a vida do povo brasileiro.
Não há do que se espantar, brasileiro é assim mesmo, até fala mal ou critica cruelmente, mas quando o assunto chega perto, usa aquela máxima: "sessa o assunto que o assunto chegou". E eu mesmo já vi isso acontecer várias vezes, e pior, quem criticava, passou a elogiar, e o ladrão passou a ser doutor, e o antes peçonhento passou a ser alisado e abraçado, tratado com carinho.
Difícil entender porque essas atitudes que tanto prejudicam a própria pessoa continuam se perpetuando, Difícil entender porque, sabendo que será usurpado, o eleitor ainda vota por dinheiro, por influência, por um benefício qualquer. Chega a parecer que estão rifando suas próprias vidas que estão minguando por falta de dignidade.
Dinheiro de corrupção, um dinheiro que serve para financiar a propina dada ao próprio dono do dinheiro que está sendo roubado e reroubado, mas não toma uma atitude, não se defende, não tem decisão. Saber todo mundo sabia, mas a maioria não aceita, embora entenda que a corrupção não é só do político, pois não haveria político se não houvesse o povo e "o povo elege o político que merce", ou melhor, "o povo elege o político que lhe paga".

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Onde foi parar a casca do queijo?

Antigamente os queijos eram amarelos e a gente precisava descascá-los antes de comer. É isso mesmo, e jogávamos fora aquela casca dura que considerávamos ser suja. Hoje, os queijos estão "pilados", adjetivo bem pantaneiro para branco, pálido. Além de brancos, eles esfarelam e quando se dá uma mordida, vem logo aquele gosto de soro na boca, isso porque não se cura mais o queijo como deveria ser, e o consumidor, compra o soro que antigamente era dado aos porcos para engordá-los, como queijo.
Antigamente se gastavam 10 litros de leite para se fazer 1 kg de queijo. Hoje são 4 litros e alguns queijos ainda são cozidos. Já não se fazem mais queijos de 1 kg, daqueles que dava gosto pegar, olhar, vistoriar, admirar o amarelo manteiga; daqueles que se descascava, que se jogava na frigideira e não virava água, fritava.
Hoje, já não se sabe se o queijo coalho é coalho ou é queijo. Ele fica muito perto da coalhada mesmo, não dá tempo direito de curtir, mal endurece, toma um jeito de ficar firme e sai da forma já para a venda. Tem quem goste, e quem pegue um garfo, amasse, tempere com azeite de oliva, orégano e faça uma pasta. Para quem prefere o curado o melhor é deixar uns dias na geladeira, ou no sol, mas ai ele diminui de tamanho e vira meio queijo.
Que assunto interessante esse do queijo, né? Sabe que é mesmo, essa decadência representa muito da vida que levamos hoje, do cotidiano do brasileiro que viu seu nível de qualidade cair a 40%, como no caso do queijo, de 10 para 4 litros para fazer 1 kg, sem nada dizer, sem reclamar, sem exigir. Queijo, acho que não é bem isso, acho que é a vida de quem fica naquela: "é bonita, é bonita e é bonita", e aceita tudo goela abaixo, e vai pagando queijo e comendo soro enquanto uma minoria faz banquete com o dinheiro do povo. 

Quatro ainda aguardam por vaga na Câmara de Ladário

Polícia Federal coletou provas na casa de Eurípedes
Se fosse no futebol, poderia até se dizer que a partida está sendo decidida no "tapetão". Na política, não se sabe ao certo qual é o termo popular usado para definir o que está acontecendo em Ladário, cidade pantaneira que fica ao lado de Corumbá e a 425 km da capital do Estado, Campo Grande. Lá, parece que as eleições municipais para vereadores não acabaram ainda e que a legislatura que começa no dia 1º de janeiro de 2017, pode sofrer alterações.
Com alguns processos correndo na justiça, é possível até que haja recontagem para refazer o coeficiente eleitoral, que nada mais é do que a quantidade de votos válidos, dividida pelo número de cadeiras na câmara, ou seja, a média que cada partido ou coligação tem que alcançar para eleger um representante no legislativo.
Com alguns processos em andamento, tem candidato que não foi eleito de olho nas movimentações da justiça e ainda com esperanças de assumir uma vaga, e isso, claro, representaria a queda de alguns que foram eleitos. E o PTB é o partido que mais está na corda bamba, com possibilidade de perder dois de seus três representantes, antes mesmo de eles assumirem os cargos.
Aguinaldo Magrela, aguarda ansioso pela decisão que pode reconduzir ao legislativo, Oswalmir Nunes da Silva, o Baguá, do PSDB, e tirar o doce de sua boca, antes mesmo da primeira mordida. Por problemas na prestação de contas, de quando foi presidente da Câmara, em 2011, os votos de Baguá não foram computados, mas uma ação na justiça pode fazer com que ele tenha seus votos validados e, consequentemente, reassuma o cargo de vereador, derrubando Magrela.
Outro caso que envolve o PTB, são as denúncias de compra de votos contra Eurípedes Zaurízio. A vaga dele também pode sobrar para o PSDB, embora Papai Noel do PPS e Gesiel da Levytur, do PEN, acreditem que possam ser classificados. Do PSDB, o primeiro suplente é o vereador Paulo Henrique que pode conseguir sua reeleição pela segunda vez se as regras do jogo assim determinarem.
Eurípdes teve a casa vistoriada por agentes da Polícia Federal. No imóvel foram confiscadas aquelas que podem servir de provas contra ele. Entre o material levado, estariam cartões do Bolsa Família, Eurípedes seria agiota e usaria os cartões para receber os empréstimos. Nas eleições, teria perdoado dívidas em troca de votos.
As decisões devem sair ainda agora, na primeira quinzena de novembro, ou mais tardar, até o início de dezembro, antes da diplomação dos eleitos. Além desses dois processos em curso ainda existem outros que podem não ser tão graves, mas também poderão determinar alterações nos resultados das eleições municipais para o legislativo ladarense.