sexta-feira, 29 de abril de 2016

Com pouco a justificar prefeitura de Ladário faz cobrança judicial do IPTU

Os buracos e as imperfeições no asflato de Ladário
André Navarro

Ação correta da Prefeitura de Ladário que está fazendo a cobrança judicial do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Quem não paga, tem mesmo que ser executado na justiça, até porque, todos são iguais perante a lei e, se um pagou, os outros também têm que tomar o mesmo procedimento.

Entretanto, dinheiro de IPTU normalmente serve para ser investido na infraestrutura da cidade. Limpeza urbana, reparos de vias, calçamento. Não é o que se vê no município de Ladário, que somente agora, no final do segundo mandato do prefeito José Antônio Assad e Faria (PT), vem desenvolvendo ações nesse sentido.

Com relação à limpeza urbana, ela só foi se efetivar mesmo no ano passado. A desculpa era que uma empresa de Dourados, que havia ganho a concorrência, não cumpria com os termos do contrato e não fazia a limpeza como deveria ser. Mas, a prefeitura esperou terminar o contrato para abrir nova licitação, mesmo podendo usar clausula que previa o rompimento do contrato.

Os buracos se multiplicam pela cidade. Muitos, segundo as desculpas, são feitos pela Sanesul. O munícipe nada tem a ver om isso. Existe um código de postura e a prefeitura tem que cobrar o conserto seja de quem for e até dela própria.

Calçamento de ruas então, nem pensar. Uma única rua foi asfaltada nos últimos oito anos e, algumas poucas que foram recapeadas já estão completamente deterioradas.

Não que não se tenha que pagar impostos, pelo contrário, eles existem e têm que ser cobrados e pagos. Mas, o dinheiro do povo tem que ser usado em favor do povo, e não somente no ano de eleição, tem que ser em todos os anos, em todos os meses, em todas as semanas.

O contribuinte que paga tem direito de cobrar o poder público, e o que não paga também. Pode até ser que não se paga o carnê do IPTU, mas todo o dinheiro que entra nos cofres públicos é proveniente de impostos embutidos em tudo o que o povo consome. Ou seja, o povo sustenta o poder e o poder tem que emanar do povo, com todo direito.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ladário tem 7 pré-candidatos a prefeito e muitas disputas internas

Quatro pré-candidatos disputam duas vagas
(da esquerda para a direita: Ruso, De Castro, Roberto e Iranil)


Município vive fase de dificuldades com tantos prentensos

André Navarro

O período de  pré- campanha eleitoral está sendo extremamente prejudicado em Ladário por causa do excesso de pré-candidatos que pretendem disputar a sucessão do prefeito José Antônio Assad e Faria (PT), que termina este ano o seu segundo mandato. São pelo menos sete pré-candidatos declarados, sendo que, governo e prefeitura trabalham dois nomes cada um.

Embora seja uma cidade pequena e uma das menores arrecadações do Estado de Mato Grosso do Sul,
Ladário sempre foi palco de disputas políticas acirradas. Com menos de 15 mil eleitores, o município sempre tem influências externas para ajudar este ou aquele candidato a se eleger. Além disso, tem muita gente que mora em Corumbá que se candidata em Ladário e até que consegue se eleger. Arruma domicílio eleitoral, mas é público e notório que reside mesmo em Corumbá.

Este ano os chefes executivos resolveram promover disputas internas antes da campanha, ou seja, é tipo uma provinha de aprovação, quem passar, se candidata pra valer e para disputar a tão sonhada prefeitura ladarense.

O prefeito José Antônio lançou dois secretários, o de Infraestrutra, Roberto Guimarães (PT) e o de Fomento ao Desenvolvimento Econômico, Jorge José Pinto de Castro (PTB). Da parte do governador Reinaldo Azambuja, os dois candidatos são de sua sigla mesmo, o PSDB, o vereador Pastor Iranil e o comerciante Carlos Ruso Pedroso.

Fato é que, depois do prazo final de filiações partidárias essas brigas se acirraram e os candidatos, de uma forma rasteira, vem se confrontando e lançando farpas. Isso significa que, para a campanha, dificilmente um terá o apoio do outro, do derrotado, pois além dessa própria palavra que ninguém gosta, ainda tem a questão das rusgas, das arestas.

Bem, se estão no poder, é de se imaginar que sabem  o que fazem, que entendem mesmo de política. Aos olhos dos leitos, dá a entender que deram um tiro no próprio pé ao promover disputas internas que estão virando discórdia e abrindo feridas que serão difíceis de cicatrizar mais tarde.

Além desses quatro, apoiados pelas máquinas, aparecem no cenário o presidente da Câmara, Emerson do Vale Petzold (PMDB), Edil Benzi Filho (PDT) e Andréa Sampaio (PRP).    


quinta-feira, 7 de abril de 2016

PSDB acolhe Ruso como forte concorrente à Prefeitura de Ladário

PSDB acolhe Ruso e prega unidade do 

André Navarro
Ladário – 07/04/2016
Sem mágoas, sem ressentimentos, com boas vindas e abertura dentro do partido. Foi assim a acolhida do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao comerciante Carlos Aníbal “Ruso” Pedroso, na primeira reunião feita depois do prazo final das filiações daqueles que pretendem ser candidatos nas eleições municipais de 2 de outubro.

Agora, a sigla tem dois pré- candidatos à sucessão do prefeito José Antônio (PT), que deverão trabalhar para conquistar a vaga e a unidade do partido.

“Sou um soldado e estou aqui para somar com o grupo”, disse Ruso que se propôs a trabalhar para o
Pastor Iranil, caso não consiga viabilizar sua candidatura. O mesmo fez Iranil que prometeu apoiar o comerciante, garantindo assim que o PSDB de Ladário marche coeso até a convenção partidária prevista para acontecer até 15 de agosto.

"Ele é um forte concorrente e deve ajudar a fortalecer o PSDB/Ladário", disse o presidente do partido, Luciano Jara. Para Jara, "a entrada de Ruso não divide e sim aumenta e estimula ainda mais os tucanos que vêm trabalhando em união e com muita disposição para desenvolver um projeto que contemple o município como um todo e não apenas interesses individuais".

Os dois irão para as ruas, desde já, fazer o trabalho de promoção pessoal. Pelo acordo, aquele que estiver melhor na pesquisa no dia da convenção encabeçará a chapa. Isso não significa que o segundo colocado será o vice. Segundo os dois pré-candidatos, o PSDB ainda irá procurar outras agremiações para se juntarem ao grupo e somarem forças para as eleições municipais.

Ruso admitiu que, em eleições passadas, pecou por não formar grupo e que, “desta vez, será diferente”. Ele afirmou que tem conversações com outros partidos que deverão compor junto com o PSDB e que ainda pretende buscar reforços significativos. Para ele, o diálogo em torno do desenvolvimento do municio será fundamental, “sem acordos financeiros, eu não aceito corrupção”, enfatizou.

Além dos nomes que foram apresentados como pré-candidatos a prefeito o PSDB tem 22 pré-candidatos a vereador, incluindo a ala feminina. O partido também instituiu a ala da juventude, a J-PSDB, que conta com gente nova e de ideias jovens e que poderão auxiliar na elaboração do plano de trabalho.

J-PSDB promete novas ideias para o partido



terça-feira, 5 de abril de 2016

Ruiter e Paulo frente a frente em Corumbá

Ruiter e Paulo estarão frente a frente na campanha eleitoral

André Navarro
Corumbá - 05/04/16

As eleições municipais deste ano vão colocar frente a frente em Corumbá, dois antigos aliados que deverão disputar palmo a palmo o executivo municipal. Não se sabe ao certo o que provocou o rompimento dos outrora amigos, ao ponto de depois de pelo menos cinco campanhas juntos, estarem hoje em lados opostos.

“Briga de cachorro grande”, é como está sendo classificado o embate que se configura para as eleições municipais. Os ex petistas, assumiram, cada um uma sigla diferente da que os projetou no cenário político estadual e não se divisa, pelo menos neste momento, a possibilidade de que voltem a trilhar o mesmo caminho, lado a lado.

Ruiter no PSDB e Paulo no PDT, devem travar aquele que já é preconizado como o maior duelo político dos últimos tempos na “Cidade Branca”. Em detrimento disso, as composições estão sendo feitas meticulosamente, até porque, todos sabem, a chuva deve ser ácida e vai queimar muita gente.

O atual prefeito, Paulo Duarte, tem como principal aliado o presidente da Câmara Municipal de Corumbá, Tadeu Vieira (PDT). O ex prefeito, Ruiter Cunha de Oliveira, conta com a parceria do vereador Marcelo Iunes (PTB).

É certo que, ainda não se pode dizer que nenhum deles seja candidato à Prefeitura de Corumbá, até porque, a legislação não permite. Todos são pré-candidatos até que as convenções partidárias definam, e seus nomes sejam registrados na Justiça Eleitoral como candidatos de fato.

Por fora nessa disputa, estão o próprio Marcelo que tem um acordo de cavalheiro com Ruiter. Eles estabeleceram que, até o dia da convenção de seus partidos, aquele que estiver melhor posicionado na pesquisa, será o cabeça de chapa e, o outro, o vice; Elano Holanda (PMN), é outro que vem disputando praticamente todas as eleições para prefeito e não deve ficar de fora em 2016.

No poder há 12 anos, o PT, que viu os seus dois principais líderes desembarcarem, não fala em candidatura própria e, tampouco, para que lado irá pender. A sigla pode remar na canoa de Paulo ou na de Ruiter, ou mesmo se dividir e fazer força nas duas.

Um dos pontos que deve pesar nessa balança é aquilo que se chama de “máquina”, ou seja, a força da administração. Mas, se Paulo tem a prefeitura que ele próprio comanda, Ruiter poderá ter o governo, através do apoio de Reinaldo Azambuja.

Fato é que não será nada fácil a eleição deste ano e que, muita água, ainda vai rolar por baixo da ponte. A enxurrada poderá até romper alguns pilares, e deverá mesmo fazer estragos, tanto de um lado, quanto do outro. 

O resultado de tudo isso, só será conhecido mesmo em 2 de outubro, mas até lá, haverá muita tensão e a esperança de que os dois apresentem propostas que realmente atendam as necessidades do povo e não somente as suas próprias, individuais, partidárias ou de grupo.  
    


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ruso assina no PSDB - Movimentações políticas em Ladário

                                          
André Navarro 
Ladário - 04/04/16

Com o fim do prazo par as filiações partidárias, daqueles que pretendem se candidatar este ano, em 02 de abril, a cidade de Ladário fechou o calendário com pelo menos uma grande surpresa. A filiação do comerciante Carlos Aníbal "Ruso" Pedroso, ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tornou o partido ainda mais forte e em plenas condições de disputar o executivo ladarense. Este ano, o prefeito José Antônio Assad e Faria (PT), deixa o cargo depois do segundo mandato e sua vaga é o alvo de praticamente todas as siglas registradas no município.

O PSDB já tinha como pré-candidato a prefeito o vereador Pastor Iranil. Com a entrada de Ruso no partido, o trabalho terá que ser interno para decidir qual dos dois irá disputar realmente na cabeça de chapa, e quais as composições o partido deverá fazer.
Em conversa com Ruso, este blogueiro ouviu do comerciante que ele pretende participar das reuniões e conversar com os filiados, e que tem o apoio da cúpula estadual dos tucanos. Mesma afirmação é feita pelo Pastor Iranil que também afirma ter o controle do diretório municipal.
Até agosto, quando devem ser realizadas as convenções partidárias, os tucanos deverão colocar de lado as divergências e estarão, juntos, saboreando um mamão que poderá estar bastante adocicado. A sigla se fortaleceu e tem bons candidatos para disputa na proporcional, com boas pretensões de eleger um número expressivo de vereadores.
Iranil e Ruso vão lutar pela vaga de candidato a prefeito do PSDB, que terá como prováveis adversários, Roberto Guimarães (PT), Comandante De Castro (PTB), Nininho (PMDB) e Edilzinho  (PV), todos pré-candidatos pro seus respectivos partidos e que deverão abrir um largo leque de diálogo a partir de agora para tenar fazer as melhores coligações possíveis para o pleito de 2 de outubro.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Pantanal Extremo - E o campeonato de Pesca?

André Navarro

Começa hoje em Corumbá a terceira edição do Pantanal Extremo - Jogos de Aventura. O evento tem como intuito fazer com que atletas radicais desbravem a região pantaneira por água, terra e pelo ar em provas de alto grau de dificuldade.
Em tempos passados o Pantanal Extremo trouxe para Corumbá atletas renomados internacionalmente e levou a cidade ao mundo todo pelas lentes da Rede Globo. Este ano, parece que isso não deverá acontecer, pelo menos não com tanta intensidade.
É bom para a cidade que eventos internacionais sejam realizados em seu seio, melhor ainda porque se transformam em notícia boa que circula e mostra coisas bonitas de Corumbá. O município tem coisas lindas e merece ser mostrado desta forma.
Há alguns anos, outro evento de grande porte que também elevava a cidade, deixou de ser feito, o Campeonato de Pesca Esportiva. Também foi um evento da Rede Globo através de sua afiliada local que o abandonou de vez. Sem explicação nenhuma, o povo até hoje se pergunta o por que.
Existem rumores de que um grupo de empresários prepara para 2016 um festival com esportes aquáticos e dentro dele, o campeonato. Se realmente for verdade, fará renascer um ponto forte da cultura corumbaense, que tem na pesca, um de seus principais esportes e um de seus principais pontos da economia.
O festival, ao que se comenta, não terá fins lucrativos, ou seja, o dinheiro não impedirá a sua realização. É claro que um evento de grande porte demanda despesas altas e que parcerias deverão ser firmadas, mas quem vai promover, não terá lucros, não visa ganhar com a festa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Piracema: A falta de fiscalização e os riscos para os cardumes

André Navarro

Desde o dia 5 de novembro está proibido pescar nos rios do Pantanal. É o período da Piracema, quando os peixes sobem para as cabeceiras dos rios para desovar. O Defeso, como é chamado, vai até o fim de fevereiro quando somente pescadores artesanais podem capturar uma pequena quantidade para subsistência.
Na teoria, tudo isso é muito bonito, ajuda a proteger os cardumes e conserva o Pantanal. Mas, na teoria, porque na prática, é temporada de pesca para os depredadores, em especial para quem utiliza redes de pesca, um apetrecho extremamente nocivo e proibido na região.
Acontece que, quando os rios ficam vazios, sem turistas, sem pescadores profissionais, os depredadores atuam com mais tranquilidade. No período de pesca liberada, profissionais e amadores ajudam a fiscalizar, já que Ibama e Polícia Militar Ambiental não estão preparados para desempenhar o papel para o qual foram criados.
O Ibama tem tão somente um fiscal em Corumbá e, a PMA, 15 policiais. Esse é o contingente para cuidar de 160 mil quilômetros quadrados de Pantanal. E não é por falta de dinheiro, já que muito se arrecada com licenças e taxas ambientais, entre elas a licença de pesca.
Para tentar maquiar a deficiência, a PMA lança mão de operações esporádicas divulgando aos quatro cantos que 350 policiais estão na fiscalização. Esse é o contingente para todo o Estado de Mato Grosso do Sul, insuficiente até mesmo para cuidar da região pantaneira.
Em Corumbá, a necessidade é de uma companhia com pelo menos 100 homens, que tenham à disposição barcos, caminhonetes, helicóptero, avião e gasolina. Utopia? Não! No mundo todo o meio ambiente recebe verbas especiais, no Brasil não é diferente. O que falta então? Com a palavra as nossas autoridades que adoram fazer reuniões e fazer e divulgar operações falidas que de nada adiantam ser feitas.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Operações na fronteira - caro demais para pouco resultado

André Navarro

Não é de hoje que se vê a organização de forças militares e policiais para a realização daquilo que eles dizem ser mega-operações em regiões onde o Brasil faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia. A organização, é bom que se diga, passa pelo orçamento que não é baixo e que é necessário para custear as despesas de deslocamento, alimentação e até mesmo de diárias dos envolvidos.

Infelizmente este é um formato arcaico e que só demanda custos aos cofres públicos, o objetivo real mesmo, o de dar segurança à população, fica em segundo plano, isso sem contar que a própria população é que é importunada.

Normalmente essas operações são anunciadas com antecedência, isso quando não vaza a informação de dentro das próprias corporações, Bandido nenhum vai passar por uma fronteira onde existem homens armados até os dentes. Passam sim os cidadãos de bem que têm que mostrar documentos, são submetidos a revista pessoal e a revista do veículo.

As estatísticas não mentem e mostram que milhares de veículos e pessoas são abordadas nessa operações, que muito pouco é apreendido, que quase ninguém é preso e que os furtos, roubos, assaltos e outros crimes continuam acontecendo.

Bom exemplo é a operação feita, na semana passada em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, pelo Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira - o GGI/Fron, que foi um fiasco, mais uma vez. Enquanto os policiais revistavam os cidadãos de bem, os bandidos roubaram três motocicletas, um carro, várias bicicletas, sem contar as outras ocorrências.

Segurança Pública é um problema sério que tem que ter ações mais eficazes. Está provado e comprovado que operações esporádicas só dão despesas e não resultam em diminuição da criminalidade.

A própria polícia, por ações desastrosas, está sofrendo a represália com ataques e assassinatos de policiais. Aqui em Corumbá isso ainda não acontece, mas, se a água continuar parada no poço, os bandidos logo, logo vão querer fazer onda.



 

domingo, 7 de junho de 2015

Reforma política aprovada no Congresso é confusa e fica pela metade

www.em.com.br
Brasília – A reforma política brasileira, com três significativas modificações aprovadas até o momento, que ainda será concluída na Câmara dos Deputados e posteriormente encaminhada ao Senado Federal, é um bicho estranho, uma espécie de mistão pouco lógico dos sistemas em vigor pelo mundo. A combinação de eleição proporcional sem lista pré-ordenada, cláusula de barreira inócua, fim da reeleição e financiamento empresarial para as legendas, na opinião de cientistas políticos ouvidos pelo Estado de Minas, significa uma reforma confusa, pela metade e sem parâmetros internacionais.
Em relação ao sistema político, segundo informações da comissão instalada na Câmara para debater o tema, 57% dos países do mundo adotam o proporcional com lista, 26% majoritário distrital e 15% o distrital misto. Outros 2%, a exemplo de Jordânia e Afeganistão, utilizam o formato conhecido como distritão, modelo em que o mais votado ganha a vaga. A grande maioria dos países que adota o mecanismo de proporcionalidade coloca uma cláusula de barreira para valer efetivamente. Não é o caso do Brasil. O texto aprovado, de autoria do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevê que a sigla precisa eleger apenas um deputado federal para acessar o fundo partidário e ter direito à propaganda gratuita no rádio e na televisão.

“Normalmente, os países usam uma cláusula de desempenho entre 3% e 5% de todos os votos, a exemplo da Alemanha, Japão e Itália. O partido que não alcança, não acessa o fundo partidário. A Turquia, por exemplo, exige 10%, o que é um absurdo”, explica o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), responsável pelo relatório da comissão especial para debater a reforma política no Brasil. Após uma manobra do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que queria aprovar o “distritão”, o documento não chegou nem a ser votado. A cláusula de barreira suave fez parte da barganha política para tentar fazer com que partidos pequenos apoiassem o modelo defendido por Cunha, que acabou sendo derrotado.

“Se continuarmos com coligações e sem cláusula de barreira de verdade, os partidos vão ser sempre fragmentados. Qual o país do mundo que tem 28 partidos? Qual o primeiro-ministro ou presidente de uma nação cujo seu partido só tem 13% dos votos do parlamento? É possível imaginar o presidente dos Estados Unidos e o partido democrata com apenas 13% de representação? É por isso que temos uma baixa governabilidade”, opinou Castro. “Essa cláusula de barreira é ridícula. Melhor seria que não tivesse sido colocada. O meu relatório previa cláusula de desempenho progressiva. O objetivo era adequar ao longo do tempo para termos um sistema racional mais na frente”, salientou.

Outro ponto controverso é o que diz respeito ao financiamento das campanhas políticas. Os parlamentares brasileiros aprovaram o modelo misto, que predomina no mundo, no entanto, com uma pequena modificação em relação ao formato atual. As empresas, agora, só podem repassar recursos para os partidos e não mais diretamente aos candidatos. Nas últimas eleições, legendas e políticos conseguiram arrecadar cerca de R$ 5 bilhões em doações privadas, quase na sua totalidade feitas por empresas. As doações de pessoas físicas são irrisórias. Por meio do fundo partidário, os partidos receberam em 2014, R$ 308 milhões de recursos públicos.

O cientista político e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Carlos Melo critica a modificação aprovada pela Câmara dos Deputados. “O modelo anterior era ruim, mas não deixa de ser melhor do que esse que foi acolhido. Antes, pelo menos, poderíamos saber quem doou para quem. Agora, não vamos saber o que o partido fez com aquele dinheiro repassado pela empresa. Tem um filtro que esconde esta informação. Você tinha ao menos uma alternativa. Acabou”, avisou.

A Idea, uma organização intergovernamental que funciona como observadora da Organização das Nações Unidas, fez uma pesquisa que apontou a proibição de doações de grupos empresariais diretamente para candidatos em 39 países. Entre outros, são listados, por exemplo, México, França, Polônia, Canadá, Paraguai, Ucrânia, Costa Rica, Peru, Portugal, Colômbia e Egito. Assim como o Brasil, há ainda 126 países que permitem o financiamento empresarial diretamente para os candidatos, a exemplo da Argentina, Chile, Reino Unido, Itália, Alemanha, Noruega e grande parte das nações africanas e asiáticas. O financiamento público exclusivo,  defendido pelo PT, existe em pouquíssimos países. Um deles é o Butão, no sul da Ásia.
J.Batista/Câmara dos Deputados -  28/5/15

Restrições e transparência

 Nos Estados Unidos, de acordo levantamento feito por consultores do Senado, até o final de 2003, vigorava regra estrita para as contribuições diretas de indivíduos a candidatos (não podiam ser superiores a US$ 1 mil por ano e ciclo eleitoral) e a partidos (não podiam ultrapassar US$ 25 mil por ano e ciclo eleitoral). O estudo mostra que existia uma brecha legal que permitia doações acima desses limites por empresas, sindicatos e indivíduos. Propagandas nos meios de comunicação em torno de temas específicos de interesse dos financiadores também podiam ser custeadas por empresas e sindicatos. Hoje, há restrições mais severas que estabelecem limites para as doações de pessoas físicas e jurídicas.

Na Alemanha, um dos sistemas políticos mais sólidos do mundo, os gastos eleitorais são reembolsados pelo governo. Há também contribuição privada, com mecanismos de transparência absoluta e limites para proteger partidos e candidatos da influência do poder econômico de grandes financiados. 
“No Brasil, o financiamento empresarial como é feito hoje é nocivo. Como dizem, as empresas não fazem financiamento. Fazem investimento. O dinheiro doado é cobrado lá na frente. A gente precisa que a cobrança seja de princípios”, avaliou o cientista político Carlos Melo.


Pontos aprovados

Financiamento misto

Os parlamentares aprovaram em primeiro turno emenda do deputado Celso Russomano (PRB-SP) que prevê doações a partidos feitas por empresas e pessoas físicas. Pelo texto, os candidatos podem receber recursos apenas de pessoas físicas. O teto ainda será definido em lei. A medida começa a vigorar nas próximas eleições.

Como é hoje
Empresas podem doar para partidos e diretamente para candidatos. A determinação não está na Constituição.

Fim da reeleição
A medida prevê o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. O texto foi aprovado com folga. Foram 452 votos a favor, 19 contra e 1 abstenção. A determinação não se aplica aos governadores eleitos em 2014 e aos prefeitos que venceram as eleições em 2012, nem a quem os suceder ou substituir nos seis meses anteriores ao pleito subsequente.

Como é hoje

Presidente da República, governadores e prefeitos podem se candidatar à reeleição. 

Cláusula de barreira
Foi aprovada por 369 votos favoráveis e 39 contrários, além de cinco abstenções. Estabelece que os partidos precisarão concorrer com candidatos próprios e eleger pelo menos um representante para a Câmara ou para o Senado para continuar recebendo recursos do Fundo Partidário e ter acesso ao tempo gratuito de TV. Vale a partir de 2018. Partidos hoje sem representantes no Congresso, como PSTU, PPL, PCB e PCO ficariam de fora.

Como é hoje
Não existe cláusula de barreira

Prefeitura vai asfaltar Dom Aquino e já direcionou terreno para hospital da Cassems

André Navarro
Corumbá 05/06/15

O prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (PT), afirmou em entrevista para o programa Noticidade, da Rádio Cidade FM, que vai asfaltar a rua Dom Aquino, pondo assim um fim aos problemas causados pelas lajotas da rua que dá acesso do centro à Prefeitura, e  à saída para a Bolívia. Ele também afirmou que já fez a transferência de um terreno na Popular Velha, para o Governo Federal,que terá a responsabilidade de repassá-lo à Cassems que promete construir um centro de diagnóstico e um hospital na cidade. Ele começa falando de esporte e do incentivo que a cidade tem recebido, principalmente nas modalidades aquáticas. Veja entrevista na íntegra: