terça-feira, 8 de novembro de 2016

Onde foi parar a casca do queijo?

Antigamente os queijos eram amarelos e a gente precisava descascá-los antes de comer. É isso mesmo, e jogávamos fora aquela casca dura que considerávamos ser suja. Hoje, os queijos estão "pilados", adjetivo bem pantaneiro para branco, pálido. Além de brancos, eles esfarelam e quando se dá uma mordida, vem logo aquele gosto de soro na boca, isso porque não se cura mais o queijo como deveria ser, e o consumidor, compra o soro que antigamente era dado aos porcos para engordá-los, como queijo.
Antigamente se gastavam 10 litros de leite para se fazer 1 kg de queijo. Hoje são 4 litros e alguns queijos ainda são cozidos. Já não se fazem mais queijos de 1 kg, daqueles que dava gosto pegar, olhar, vistoriar, admirar o amarelo manteiga; daqueles que se descascava, que se jogava na frigideira e não virava água, fritava.
Hoje, já não se sabe se o queijo coalho é coalho ou é queijo. Ele fica muito perto da coalhada mesmo, não dá tempo direito de curtir, mal endurece, toma um jeito de ficar firme e sai da forma já para a venda. Tem quem goste, e quem pegue um garfo, amasse, tempere com azeite de oliva, orégano e faça uma pasta. Para quem prefere o curado o melhor é deixar uns dias na geladeira, ou no sol, mas ai ele diminui de tamanho e vira meio queijo.
Que assunto interessante esse do queijo, né? Sabe que é mesmo, essa decadência representa muito da vida que levamos hoje, do cotidiano do brasileiro que viu seu nível de qualidade cair a 40%, como no caso do queijo, de 10 para 4 litros para fazer 1 kg, sem nada dizer, sem reclamar, sem exigir. Queijo, acho que não é bem isso, acho que é a vida de quem fica naquela: "é bonita, é bonita e é bonita", e aceita tudo goela abaixo, e vai pagando queijo e comendo soro enquanto uma minoria faz banquete com o dinheiro do povo. 

Quatro ainda aguardam por vaga na Câmara de Ladário

Polícia Federal coletou provas na casa de Eurípedes
Se fosse no futebol, poderia até se dizer que a partida está sendo decidida no "tapetão". Na política, não se sabe ao certo qual é o termo popular usado para definir o que está acontecendo em Ladário, cidade pantaneira que fica ao lado de Corumbá e a 425 km da capital do Estado, Campo Grande. Lá, parece que as eleições municipais para vereadores não acabaram ainda e que a legislatura que começa no dia 1º de janeiro de 2017, pode sofrer alterações.
Com alguns processos correndo na justiça, é possível até que haja recontagem para refazer o coeficiente eleitoral, que nada mais é do que a quantidade de votos válidos, dividida pelo número de cadeiras na câmara, ou seja, a média que cada partido ou coligação tem que alcançar para eleger um representante no legislativo.
Com alguns processos em andamento, tem candidato que não foi eleito de olho nas movimentações da justiça e ainda com esperanças de assumir uma vaga, e isso, claro, representaria a queda de alguns que foram eleitos. E o PTB é o partido que mais está na corda bamba, com possibilidade de perder dois de seus três representantes, antes mesmo de eles assumirem os cargos.
Aguinaldo Magrela, aguarda ansioso pela decisão que pode reconduzir ao legislativo, Oswalmir Nunes da Silva, o Baguá, do PSDB, e tirar o doce de sua boca, antes mesmo da primeira mordida. Por problemas na prestação de contas, de quando foi presidente da Câmara, em 2011, os votos de Baguá não foram computados, mas uma ação na justiça pode fazer com que ele tenha seus votos validados e, consequentemente, reassuma o cargo de vereador, derrubando Magrela.
Outro caso que envolve o PTB, são as denúncias de compra de votos contra Eurípedes Zaurízio. A vaga dele também pode sobrar para o PSDB, embora Papai Noel do PPS e Gesiel da Levytur, do PEN, acreditem que possam ser classificados. Do PSDB, o primeiro suplente é o vereador Paulo Henrique que pode conseguir sua reeleição pela segunda vez se as regras do jogo assim determinarem.
Eurípdes teve a casa vistoriada por agentes da Polícia Federal. No imóvel foram confiscadas aquelas que podem servir de provas contra ele. Entre o material levado, estariam cartões do Bolsa Família, Eurípedes seria agiota e usaria os cartões para receber os empréstimos. Nas eleições, teria perdoado dívidas em troca de votos.
As decisões devem sair ainda agora, na primeira quinzena de novembro, ou mais tardar, até o início de dezembro, antes da diplomação dos eleitos. Além desses dois processos em curso ainda existem outros que podem não ser tão graves, mas também poderão determinar alterações nos resultados das eleições municipais para o legislativo ladarense.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Compra de votos e de consciência, quem assume em Corumbá e Ladário?



As eleições municipais de 2016 foram há pouco mais de um mês, mas até agora existem dúvidas sobre quem irá assumir em 1º de janeiro de 2017, tanto em Corumbá, quanto em Ladário. Fato notório e incisivo para a decadência do nosso país foi a compra, descarada, de votos, por vários candidatos, frente a vistas grossas da fiscalização e a falta de consciência daqueles que imputam aos políticos os problemas seríssimos pelos quais o país está passando, mas na hora de votar se esquecem de tudo por um benefício que não dura quatro dias, que dirá, quatro anos.
Interessante é ver como a investigação funciona tão bem fora do território nacional, levantando possíveis irregularidades que um candidato a vereador e um candidato a prefeito, eleitos em Corumbá, teriam praticado na Bolívia, e não funciona dentro de sua própria casa, no Brasil. O povo comenta e o eleitor sabe até quanto cada candidato teria gasto, mas não vem ao caso, porque o país paga caro para a fiscalização combater a corrupção e isso acaba deixando de ser responsabilidade popular.
Mas, claro, alguém teria que pagar o pato, tinha que ter bode expiatório para não passar em  branco, para não dizer que o manto sagrado da honestidade e das eleições limpas teria caído sobre Corumbá e Ladário e abençoado as centenas de candidatos das duas cidades. E ai acharam três, dois em Corumbá e um em Ladário para representar os restantes, ou engana-se quem pensa que houve compra de votos nas eleições?
Em Corumbá o caso é mais interessante, já que o prefeito eleito, Ruiter Cunha de Oliveira (PSDB) e o vereador eleito, Baianinho, também do PSDB, são investigados por possível compra de votos na Bolíva, ou seja, mais uma vez demonstrando que em território nacional, todo mundo é santo. Quer dizer, mais ou menos, em Ladário nem tão santo assim. Eleito com quase 400 votos, o que na pequena cidade pantaneira é um grande feito, Eurípedes, do PTB, está sendo investigado por compra de votos e, pasmem, até com a utilização dos cartões do Bolsa Família.
Que bom, em meio a quase 500 candidatos em Corumbá e Ladário, encontraram um que pode ter comprado votos. Mas, apesar disso, existem outros processos em andamento, não tão contundentes e de candidatos que não se elegeram, mas já é um avanço e um esperança de melhora para o Brasil tão sofrido. Entretanto não é nem um pouco justo jogar a culpa na fiscalização, quando a corrupção é ativa e passiva, com a necessidade premente de conscientização do eleitor, o maior interessado na mudança, ou que pelo menos deveria ser. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Com pouco a justificar prefeitura de Ladário faz cobrança judicial do IPTU

Os buracos e as imperfeições no asflato de Ladário
André Navarro

Ação correta da Prefeitura de Ladário que está fazendo a cobrança judicial do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Quem não paga, tem mesmo que ser executado na justiça, até porque, todos são iguais perante a lei e, se um pagou, os outros também têm que tomar o mesmo procedimento.

Entretanto, dinheiro de IPTU normalmente serve para ser investido na infraestrutura da cidade. Limpeza urbana, reparos de vias, calçamento. Não é o que se vê no município de Ladário, que somente agora, no final do segundo mandato do prefeito José Antônio Assad e Faria (PT), vem desenvolvendo ações nesse sentido.

Com relação à limpeza urbana, ela só foi se efetivar mesmo no ano passado. A desculpa era que uma empresa de Dourados, que havia ganho a concorrência, não cumpria com os termos do contrato e não fazia a limpeza como deveria ser. Mas, a prefeitura esperou terminar o contrato para abrir nova licitação, mesmo podendo usar clausula que previa o rompimento do contrato.

Os buracos se multiplicam pela cidade. Muitos, segundo as desculpas, são feitos pela Sanesul. O munícipe nada tem a ver om isso. Existe um código de postura e a prefeitura tem que cobrar o conserto seja de quem for e até dela própria.

Calçamento de ruas então, nem pensar. Uma única rua foi asfaltada nos últimos oito anos e, algumas poucas que foram recapeadas já estão completamente deterioradas.

Não que não se tenha que pagar impostos, pelo contrário, eles existem e têm que ser cobrados e pagos. Mas, o dinheiro do povo tem que ser usado em favor do povo, e não somente no ano de eleição, tem que ser em todos os anos, em todos os meses, em todas as semanas.

O contribuinte que paga tem direito de cobrar o poder público, e o que não paga também. Pode até ser que não se paga o carnê do IPTU, mas todo o dinheiro que entra nos cofres públicos é proveniente de impostos embutidos em tudo o que o povo consome. Ou seja, o povo sustenta o poder e o poder tem que emanar do povo, com todo direito.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ladário tem 7 pré-candidatos a prefeito e muitas disputas internas

Quatro pré-candidatos disputam duas vagas
(da esquerda para a direita: Ruso, De Castro, Roberto e Iranil)


Município vive fase de dificuldades com tantos prentensos

André Navarro

O período de  pré- campanha eleitoral está sendo extremamente prejudicado em Ladário por causa do excesso de pré-candidatos que pretendem disputar a sucessão do prefeito José Antônio Assad e Faria (PT), que termina este ano o seu segundo mandato. São pelo menos sete pré-candidatos declarados, sendo que, governo e prefeitura trabalham dois nomes cada um.

Embora seja uma cidade pequena e uma das menores arrecadações do Estado de Mato Grosso do Sul,
Ladário sempre foi palco de disputas políticas acirradas. Com menos de 15 mil eleitores, o município sempre tem influências externas para ajudar este ou aquele candidato a se eleger. Além disso, tem muita gente que mora em Corumbá que se candidata em Ladário e até que consegue se eleger. Arruma domicílio eleitoral, mas é público e notório que reside mesmo em Corumbá.

Este ano os chefes executivos resolveram promover disputas internas antes da campanha, ou seja, é tipo uma provinha de aprovação, quem passar, se candidata pra valer e para disputar a tão sonhada prefeitura ladarense.

O prefeito José Antônio lançou dois secretários, o de Infraestrutra, Roberto Guimarães (PT) e o de Fomento ao Desenvolvimento Econômico, Jorge José Pinto de Castro (PTB). Da parte do governador Reinaldo Azambuja, os dois candidatos são de sua sigla mesmo, o PSDB, o vereador Pastor Iranil e o comerciante Carlos Ruso Pedroso.

Fato é que, depois do prazo final de filiações partidárias essas brigas se acirraram e os candidatos, de uma forma rasteira, vem se confrontando e lançando farpas. Isso significa que, para a campanha, dificilmente um terá o apoio do outro, do derrotado, pois além dessa própria palavra que ninguém gosta, ainda tem a questão das rusgas, das arestas.

Bem, se estão no poder, é de se imaginar que sabem  o que fazem, que entendem mesmo de política. Aos olhos dos leitos, dá a entender que deram um tiro no próprio pé ao promover disputas internas que estão virando discórdia e abrindo feridas que serão difíceis de cicatrizar mais tarde.

Além desses quatro, apoiados pelas máquinas, aparecem no cenário o presidente da Câmara, Emerson do Vale Petzold (PMDB), Edil Benzi Filho (PDT) e Andréa Sampaio (PRP).    


quinta-feira, 7 de abril de 2016

PSDB acolhe Ruso como forte concorrente à Prefeitura de Ladário

PSDB acolhe Ruso e prega unidade do 

André Navarro
Ladário – 07/04/2016
Sem mágoas, sem ressentimentos, com boas vindas e abertura dentro do partido. Foi assim a acolhida do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao comerciante Carlos Aníbal “Ruso” Pedroso, na primeira reunião feita depois do prazo final das filiações daqueles que pretendem ser candidatos nas eleições municipais de 2 de outubro.

Agora, a sigla tem dois pré- candidatos à sucessão do prefeito José Antônio (PT), que deverão trabalhar para conquistar a vaga e a unidade do partido.

“Sou um soldado e estou aqui para somar com o grupo”, disse Ruso que se propôs a trabalhar para o
Pastor Iranil, caso não consiga viabilizar sua candidatura. O mesmo fez Iranil que prometeu apoiar o comerciante, garantindo assim que o PSDB de Ladário marche coeso até a convenção partidária prevista para acontecer até 15 de agosto.

"Ele é um forte concorrente e deve ajudar a fortalecer o PSDB/Ladário", disse o presidente do partido, Luciano Jara. Para Jara, "a entrada de Ruso não divide e sim aumenta e estimula ainda mais os tucanos que vêm trabalhando em união e com muita disposição para desenvolver um projeto que contemple o município como um todo e não apenas interesses individuais".

Os dois irão para as ruas, desde já, fazer o trabalho de promoção pessoal. Pelo acordo, aquele que estiver melhor na pesquisa no dia da convenção encabeçará a chapa. Isso não significa que o segundo colocado será o vice. Segundo os dois pré-candidatos, o PSDB ainda irá procurar outras agremiações para se juntarem ao grupo e somarem forças para as eleições municipais.

Ruso admitiu que, em eleições passadas, pecou por não formar grupo e que, “desta vez, será diferente”. Ele afirmou que tem conversações com outros partidos que deverão compor junto com o PSDB e que ainda pretende buscar reforços significativos. Para ele, o diálogo em torno do desenvolvimento do municio será fundamental, “sem acordos financeiros, eu não aceito corrupção”, enfatizou.

Além dos nomes que foram apresentados como pré-candidatos a prefeito o PSDB tem 22 pré-candidatos a vereador, incluindo a ala feminina. O partido também instituiu a ala da juventude, a J-PSDB, que conta com gente nova e de ideias jovens e que poderão auxiliar na elaboração do plano de trabalho.

J-PSDB promete novas ideias para o partido



terça-feira, 5 de abril de 2016

Ruiter e Paulo frente a frente em Corumbá

Ruiter e Paulo estarão frente a frente na campanha eleitoral

André Navarro
Corumbá - 05/04/16

As eleições municipais deste ano vão colocar frente a frente em Corumbá, dois antigos aliados que deverão disputar palmo a palmo o executivo municipal. Não se sabe ao certo o que provocou o rompimento dos outrora amigos, ao ponto de depois de pelo menos cinco campanhas juntos, estarem hoje em lados opostos.

“Briga de cachorro grande”, é como está sendo classificado o embate que se configura para as eleições municipais. Os ex petistas, assumiram, cada um uma sigla diferente da que os projetou no cenário político estadual e não se divisa, pelo menos neste momento, a possibilidade de que voltem a trilhar o mesmo caminho, lado a lado.

Ruiter no PSDB e Paulo no PDT, devem travar aquele que já é preconizado como o maior duelo político dos últimos tempos na “Cidade Branca”. Em detrimento disso, as composições estão sendo feitas meticulosamente, até porque, todos sabem, a chuva deve ser ácida e vai queimar muita gente.

O atual prefeito, Paulo Duarte, tem como principal aliado o presidente da Câmara Municipal de Corumbá, Tadeu Vieira (PDT). O ex prefeito, Ruiter Cunha de Oliveira, conta com a parceria do vereador Marcelo Iunes (PTB).

É certo que, ainda não se pode dizer que nenhum deles seja candidato à Prefeitura de Corumbá, até porque, a legislação não permite. Todos são pré-candidatos até que as convenções partidárias definam, e seus nomes sejam registrados na Justiça Eleitoral como candidatos de fato.

Por fora nessa disputa, estão o próprio Marcelo que tem um acordo de cavalheiro com Ruiter. Eles estabeleceram que, até o dia da convenção de seus partidos, aquele que estiver melhor posicionado na pesquisa, será o cabeça de chapa e, o outro, o vice; Elano Holanda (PMN), é outro que vem disputando praticamente todas as eleições para prefeito e não deve ficar de fora em 2016.

No poder há 12 anos, o PT, que viu os seus dois principais líderes desembarcarem, não fala em candidatura própria e, tampouco, para que lado irá pender. A sigla pode remar na canoa de Paulo ou na de Ruiter, ou mesmo se dividir e fazer força nas duas.

Um dos pontos que deve pesar nessa balança é aquilo que se chama de “máquina”, ou seja, a força da administração. Mas, se Paulo tem a prefeitura que ele próprio comanda, Ruiter poderá ter o governo, através do apoio de Reinaldo Azambuja.

Fato é que não será nada fácil a eleição deste ano e que, muita água, ainda vai rolar por baixo da ponte. A enxurrada poderá até romper alguns pilares, e deverá mesmo fazer estragos, tanto de um lado, quanto do outro. 

O resultado de tudo isso, só será conhecido mesmo em 2 de outubro, mas até lá, haverá muita tensão e a esperança de que os dois apresentem propostas que realmente atendam as necessidades do povo e não somente as suas próprias, individuais, partidárias ou de grupo.  
    


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ruso assina no PSDB - Movimentações políticas em Ladário

                                          
André Navarro 
Ladário - 04/04/16

Com o fim do prazo par as filiações partidárias, daqueles que pretendem se candidatar este ano, em 02 de abril, a cidade de Ladário fechou o calendário com pelo menos uma grande surpresa. A filiação do comerciante Carlos Aníbal "Ruso" Pedroso, ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tornou o partido ainda mais forte e em plenas condições de disputar o executivo ladarense. Este ano, o prefeito José Antônio Assad e Faria (PT), deixa o cargo depois do segundo mandato e sua vaga é o alvo de praticamente todas as siglas registradas no município.

O PSDB já tinha como pré-candidato a prefeito o vereador Pastor Iranil. Com a entrada de Ruso no partido, o trabalho terá que ser interno para decidir qual dos dois irá disputar realmente na cabeça de chapa, e quais as composições o partido deverá fazer.
Em conversa com Ruso, este blogueiro ouviu do comerciante que ele pretende participar das reuniões e conversar com os filiados, e que tem o apoio da cúpula estadual dos tucanos. Mesma afirmação é feita pelo Pastor Iranil que também afirma ter o controle do diretório municipal.
Até agosto, quando devem ser realizadas as convenções partidárias, os tucanos deverão colocar de lado as divergências e estarão, juntos, saboreando um mamão que poderá estar bastante adocicado. A sigla se fortaleceu e tem bons candidatos para disputa na proporcional, com boas pretensões de eleger um número expressivo de vereadores.
Iranil e Ruso vão lutar pela vaga de candidato a prefeito do PSDB, que terá como prováveis adversários, Roberto Guimarães (PT), Comandante De Castro (PTB), Nininho (PMDB) e Edilzinho  (PV), todos pré-candidatos pro seus respectivos partidos e que deverão abrir um largo leque de diálogo a partir de agora para tenar fazer as melhores coligações possíveis para o pleito de 2 de outubro.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Pantanal Extremo - E o campeonato de Pesca?

André Navarro

Começa hoje em Corumbá a terceira edição do Pantanal Extremo - Jogos de Aventura. O evento tem como intuito fazer com que atletas radicais desbravem a região pantaneira por água, terra e pelo ar em provas de alto grau de dificuldade.
Em tempos passados o Pantanal Extremo trouxe para Corumbá atletas renomados internacionalmente e levou a cidade ao mundo todo pelas lentes da Rede Globo. Este ano, parece que isso não deverá acontecer, pelo menos não com tanta intensidade.
É bom para a cidade que eventos internacionais sejam realizados em seu seio, melhor ainda porque se transformam em notícia boa que circula e mostra coisas bonitas de Corumbá. O município tem coisas lindas e merece ser mostrado desta forma.
Há alguns anos, outro evento de grande porte que também elevava a cidade, deixou de ser feito, o Campeonato de Pesca Esportiva. Também foi um evento da Rede Globo através de sua afiliada local que o abandonou de vez. Sem explicação nenhuma, o povo até hoje se pergunta o por que.
Existem rumores de que um grupo de empresários prepara para 2016 um festival com esportes aquáticos e dentro dele, o campeonato. Se realmente for verdade, fará renascer um ponto forte da cultura corumbaense, que tem na pesca, um de seus principais esportes e um de seus principais pontos da economia.
O festival, ao que se comenta, não terá fins lucrativos, ou seja, o dinheiro não impedirá a sua realização. É claro que um evento de grande porte demanda despesas altas e que parcerias deverão ser firmadas, mas quem vai promover, não terá lucros, não visa ganhar com a festa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Piracema: A falta de fiscalização e os riscos para os cardumes

André Navarro

Desde o dia 5 de novembro está proibido pescar nos rios do Pantanal. É o período da Piracema, quando os peixes sobem para as cabeceiras dos rios para desovar. O Defeso, como é chamado, vai até o fim de fevereiro quando somente pescadores artesanais podem capturar uma pequena quantidade para subsistência.
Na teoria, tudo isso é muito bonito, ajuda a proteger os cardumes e conserva o Pantanal. Mas, na teoria, porque na prática, é temporada de pesca para os depredadores, em especial para quem utiliza redes de pesca, um apetrecho extremamente nocivo e proibido na região.
Acontece que, quando os rios ficam vazios, sem turistas, sem pescadores profissionais, os depredadores atuam com mais tranquilidade. No período de pesca liberada, profissionais e amadores ajudam a fiscalizar, já que Ibama e Polícia Militar Ambiental não estão preparados para desempenhar o papel para o qual foram criados.
O Ibama tem tão somente um fiscal em Corumbá e, a PMA, 15 policiais. Esse é o contingente para cuidar de 160 mil quilômetros quadrados de Pantanal. E não é por falta de dinheiro, já que muito se arrecada com licenças e taxas ambientais, entre elas a licença de pesca.
Para tentar maquiar a deficiência, a PMA lança mão de operações esporádicas divulgando aos quatro cantos que 350 policiais estão na fiscalização. Esse é o contingente para todo o Estado de Mato Grosso do Sul, insuficiente até mesmo para cuidar da região pantaneira.
Em Corumbá, a necessidade é de uma companhia com pelo menos 100 homens, que tenham à disposição barcos, caminhonetes, helicóptero, avião e gasolina. Utopia? Não! No mundo todo o meio ambiente recebe verbas especiais, no Brasil não é diferente. O que falta então? Com a palavra as nossas autoridades que adoram fazer reuniões e fazer e divulgar operações falidas que de nada adiantam ser feitas.