quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Pantanal Extremo - E o campeonato de Pesca?

André Navarro

Começa hoje em Corumbá a terceira edição do Pantanal Extremo - Jogos de Aventura. O evento tem como intuito fazer com que atletas radicais desbravem a região pantaneira por água, terra e pelo ar em provas de alto grau de dificuldade.
Em tempos passados o Pantanal Extremo trouxe para Corumbá atletas renomados internacionalmente e levou a cidade ao mundo todo pelas lentes da Rede Globo. Este ano, parece que isso não deverá acontecer, pelo menos não com tanta intensidade.
É bom para a cidade que eventos internacionais sejam realizados em seu seio, melhor ainda porque se transformam em notícia boa que circula e mostra coisas bonitas de Corumbá. O município tem coisas lindas e merece ser mostrado desta forma.
Há alguns anos, outro evento de grande porte que também elevava a cidade, deixou de ser feito, o Campeonato de Pesca Esportiva. Também foi um evento da Rede Globo através de sua afiliada local que o abandonou de vez. Sem explicação nenhuma, o povo até hoje se pergunta o por que.
Existem rumores de que um grupo de empresários prepara para 2016 um festival com esportes aquáticos e dentro dele, o campeonato. Se realmente for verdade, fará renascer um ponto forte da cultura corumbaense, que tem na pesca, um de seus principais esportes e um de seus principais pontos da economia.
O festival, ao que se comenta, não terá fins lucrativos, ou seja, o dinheiro não impedirá a sua realização. É claro que um evento de grande porte demanda despesas altas e que parcerias deverão ser firmadas, mas quem vai promover, não terá lucros, não visa ganhar com a festa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Piracema: A falta de fiscalização e os riscos para os cardumes

André Navarro

Desde o dia 5 de novembro está proibido pescar nos rios do Pantanal. É o período da Piracema, quando os peixes sobem para as cabeceiras dos rios para desovar. O Defeso, como é chamado, vai até o fim de fevereiro quando somente pescadores artesanais podem capturar uma pequena quantidade para subsistência.
Na teoria, tudo isso é muito bonito, ajuda a proteger os cardumes e conserva o Pantanal. Mas, na teoria, porque na prática, é temporada de pesca para os depredadores, em especial para quem utiliza redes de pesca, um apetrecho extremamente nocivo e proibido na região.
Acontece que, quando os rios ficam vazios, sem turistas, sem pescadores profissionais, os depredadores atuam com mais tranquilidade. No período de pesca liberada, profissionais e amadores ajudam a fiscalizar, já que Ibama e Polícia Militar Ambiental não estão preparados para desempenhar o papel para o qual foram criados.
O Ibama tem tão somente um fiscal em Corumbá e, a PMA, 15 policiais. Esse é o contingente para cuidar de 160 mil quilômetros quadrados de Pantanal. E não é por falta de dinheiro, já que muito se arrecada com licenças e taxas ambientais, entre elas a licença de pesca.
Para tentar maquiar a deficiência, a PMA lança mão de operações esporádicas divulgando aos quatro cantos que 350 policiais estão na fiscalização. Esse é o contingente para todo o Estado de Mato Grosso do Sul, insuficiente até mesmo para cuidar da região pantaneira.
Em Corumbá, a necessidade é de uma companhia com pelo menos 100 homens, que tenham à disposição barcos, caminhonetes, helicóptero, avião e gasolina. Utopia? Não! No mundo todo o meio ambiente recebe verbas especiais, no Brasil não é diferente. O que falta então? Com a palavra as nossas autoridades que adoram fazer reuniões e fazer e divulgar operações falidas que de nada adiantam ser feitas.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Operações na fronteira - caro demais para pouco resultado

André Navarro

Não é de hoje que se vê a organização de forças militares e policiais para a realização daquilo que eles dizem ser mega-operações em regiões onde o Brasil faz fronteira com o Paraguai e a Bolívia. A organização, é bom que se diga, passa pelo orçamento que não é baixo e que é necessário para custear as despesas de deslocamento, alimentação e até mesmo de diárias dos envolvidos.

Infelizmente este é um formato arcaico e que só demanda custos aos cofres públicos, o objetivo real mesmo, o de dar segurança à população, fica em segundo plano, isso sem contar que a própria população é que é importunada.

Normalmente essas operações são anunciadas com antecedência, isso quando não vaza a informação de dentro das próprias corporações, Bandido nenhum vai passar por uma fronteira onde existem homens armados até os dentes. Passam sim os cidadãos de bem que têm que mostrar documentos, são submetidos a revista pessoal e a revista do veículo.

As estatísticas não mentem e mostram que milhares de veículos e pessoas são abordadas nessa operações, que muito pouco é apreendido, que quase ninguém é preso e que os furtos, roubos, assaltos e outros crimes continuam acontecendo.

Bom exemplo é a operação feita, na semana passada em Corumbá, na fronteira com a Bolívia, pelo Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira - o GGI/Fron, que foi um fiasco, mais uma vez. Enquanto os policiais revistavam os cidadãos de bem, os bandidos roubaram três motocicletas, um carro, várias bicicletas, sem contar as outras ocorrências.

Segurança Pública é um problema sério que tem que ter ações mais eficazes. Está provado e comprovado que operações esporádicas só dão despesas e não resultam em diminuição da criminalidade.

A própria polícia, por ações desastrosas, está sofrendo a represália com ataques e assassinatos de policiais. Aqui em Corumbá isso ainda não acontece, mas, se a água continuar parada no poço, os bandidos logo, logo vão querer fazer onda.



 

domingo, 7 de junho de 2015

Reforma política aprovada no Congresso é confusa e fica pela metade

www.em.com.br
Brasília – A reforma política brasileira, com três significativas modificações aprovadas até o momento, que ainda será concluída na Câmara dos Deputados e posteriormente encaminhada ao Senado Federal, é um bicho estranho, uma espécie de mistão pouco lógico dos sistemas em vigor pelo mundo. A combinação de eleição proporcional sem lista pré-ordenada, cláusula de barreira inócua, fim da reeleição e financiamento empresarial para as legendas, na opinião de cientistas políticos ouvidos pelo Estado de Minas, significa uma reforma confusa, pela metade e sem parâmetros internacionais.
Em relação ao sistema político, segundo informações da comissão instalada na Câmara para debater o tema, 57% dos países do mundo adotam o proporcional com lista, 26% majoritário distrital e 15% o distrital misto. Outros 2%, a exemplo de Jordânia e Afeganistão, utilizam o formato conhecido como distritão, modelo em que o mais votado ganha a vaga. A grande maioria dos países que adota o mecanismo de proporcionalidade coloca uma cláusula de barreira para valer efetivamente. Não é o caso do Brasil. O texto aprovado, de autoria do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevê que a sigla precisa eleger apenas um deputado federal para acessar o fundo partidário e ter direito à propaganda gratuita no rádio e na televisão.

“Normalmente, os países usam uma cláusula de desempenho entre 3% e 5% de todos os votos, a exemplo da Alemanha, Japão e Itália. O partido que não alcança, não acessa o fundo partidário. A Turquia, por exemplo, exige 10%, o que é um absurdo”, explica o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), responsável pelo relatório da comissão especial para debater a reforma política no Brasil. Após uma manobra do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que queria aprovar o “distritão”, o documento não chegou nem a ser votado. A cláusula de barreira suave fez parte da barganha política para tentar fazer com que partidos pequenos apoiassem o modelo defendido por Cunha, que acabou sendo derrotado.

“Se continuarmos com coligações e sem cláusula de barreira de verdade, os partidos vão ser sempre fragmentados. Qual o país do mundo que tem 28 partidos? Qual o primeiro-ministro ou presidente de uma nação cujo seu partido só tem 13% dos votos do parlamento? É possível imaginar o presidente dos Estados Unidos e o partido democrata com apenas 13% de representação? É por isso que temos uma baixa governabilidade”, opinou Castro. “Essa cláusula de barreira é ridícula. Melhor seria que não tivesse sido colocada. O meu relatório previa cláusula de desempenho progressiva. O objetivo era adequar ao longo do tempo para termos um sistema racional mais na frente”, salientou.

Outro ponto controverso é o que diz respeito ao financiamento das campanhas políticas. Os parlamentares brasileiros aprovaram o modelo misto, que predomina no mundo, no entanto, com uma pequena modificação em relação ao formato atual. As empresas, agora, só podem repassar recursos para os partidos e não mais diretamente aos candidatos. Nas últimas eleições, legendas e políticos conseguiram arrecadar cerca de R$ 5 bilhões em doações privadas, quase na sua totalidade feitas por empresas. As doações de pessoas físicas são irrisórias. Por meio do fundo partidário, os partidos receberam em 2014, R$ 308 milhões de recursos públicos.

O cientista político e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Carlos Melo critica a modificação aprovada pela Câmara dos Deputados. “O modelo anterior era ruim, mas não deixa de ser melhor do que esse que foi acolhido. Antes, pelo menos, poderíamos saber quem doou para quem. Agora, não vamos saber o que o partido fez com aquele dinheiro repassado pela empresa. Tem um filtro que esconde esta informação. Você tinha ao menos uma alternativa. Acabou”, avisou.

A Idea, uma organização intergovernamental que funciona como observadora da Organização das Nações Unidas, fez uma pesquisa que apontou a proibição de doações de grupos empresariais diretamente para candidatos em 39 países. Entre outros, são listados, por exemplo, México, França, Polônia, Canadá, Paraguai, Ucrânia, Costa Rica, Peru, Portugal, Colômbia e Egito. Assim como o Brasil, há ainda 126 países que permitem o financiamento empresarial diretamente para os candidatos, a exemplo da Argentina, Chile, Reino Unido, Itália, Alemanha, Noruega e grande parte das nações africanas e asiáticas. O financiamento público exclusivo,  defendido pelo PT, existe em pouquíssimos países. Um deles é o Butão, no sul da Ásia.
J.Batista/Câmara dos Deputados -  28/5/15

Restrições e transparência

 Nos Estados Unidos, de acordo levantamento feito por consultores do Senado, até o final de 2003, vigorava regra estrita para as contribuições diretas de indivíduos a candidatos (não podiam ser superiores a US$ 1 mil por ano e ciclo eleitoral) e a partidos (não podiam ultrapassar US$ 25 mil por ano e ciclo eleitoral). O estudo mostra que existia uma brecha legal que permitia doações acima desses limites por empresas, sindicatos e indivíduos. Propagandas nos meios de comunicação em torno de temas específicos de interesse dos financiadores também podiam ser custeadas por empresas e sindicatos. Hoje, há restrições mais severas que estabelecem limites para as doações de pessoas físicas e jurídicas.

Na Alemanha, um dos sistemas políticos mais sólidos do mundo, os gastos eleitorais são reembolsados pelo governo. Há também contribuição privada, com mecanismos de transparência absoluta e limites para proteger partidos e candidatos da influência do poder econômico de grandes financiados. 
“No Brasil, o financiamento empresarial como é feito hoje é nocivo. Como dizem, as empresas não fazem financiamento. Fazem investimento. O dinheiro doado é cobrado lá na frente. A gente precisa que a cobrança seja de princípios”, avaliou o cientista político Carlos Melo.


Pontos aprovados

Financiamento misto

Os parlamentares aprovaram em primeiro turno emenda do deputado Celso Russomano (PRB-SP) que prevê doações a partidos feitas por empresas e pessoas físicas. Pelo texto, os candidatos podem receber recursos apenas de pessoas físicas. O teto ainda será definido em lei. A medida começa a vigorar nas próximas eleições.

Como é hoje
Empresas podem doar para partidos e diretamente para candidatos. A determinação não está na Constituição.

Fim da reeleição
A medida prevê o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. O texto foi aprovado com folga. Foram 452 votos a favor, 19 contra e 1 abstenção. A determinação não se aplica aos governadores eleitos em 2014 e aos prefeitos que venceram as eleições em 2012, nem a quem os suceder ou substituir nos seis meses anteriores ao pleito subsequente.

Como é hoje

Presidente da República, governadores e prefeitos podem se candidatar à reeleição. 

Cláusula de barreira
Foi aprovada por 369 votos favoráveis e 39 contrários, além de cinco abstenções. Estabelece que os partidos precisarão concorrer com candidatos próprios e eleger pelo menos um representante para a Câmara ou para o Senado para continuar recebendo recursos do Fundo Partidário e ter acesso ao tempo gratuito de TV. Vale a partir de 2018. Partidos hoje sem representantes no Congresso, como PSTU, PPL, PCB e PCO ficariam de fora.

Como é hoje
Não existe cláusula de barreira

Prefeitura vai asfaltar Dom Aquino e já direcionou terreno para hospital da Cassems

André Navarro
Corumbá 05/06/15

O prefeito de Corumbá, Paulo Duarte (PT), afirmou em entrevista para o programa Noticidade, da Rádio Cidade FM, que vai asfaltar a rua Dom Aquino, pondo assim um fim aos problemas causados pelas lajotas da rua que dá acesso do centro à Prefeitura, e  à saída para a Bolívia. Ele também afirmou que já fez a transferência de um terreno na Popular Velha, para o Governo Federal,que terá a responsabilidade de repassá-lo à Cassems que promete construir um centro de diagnóstico e um hospital na cidade. Ele começa falando de esporte e do incentivo que a cidade tem recebido, principalmente nas modalidades aquáticas. Veja entrevista na íntegra:


terça-feira, 28 de abril de 2015

Terça-feira começa com céu nublado em Corumbá

                                                                                                                  Foto/Myllena de Luca


A terça-feira começou com o céu nublado e cheio de nuvens. A temperatura é de 24ºC a umidade relativa do ar em 84%. De acordo com o site de meteorologia Climatempo, não há previsão de chuva para hoje e a máxima está prevista para 32ºC.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Morre em Corumbá o ex-vereador e ex-vice-presidente da FIEMS

                                                                                                                             Foto/Correio de Corumbá
Empresário sendo homenageado pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul. 


Adolfo Rondon -  Faleceu no início da noite de domingo, 26 de abril de 2015, aos 86 anos, devido à enfermidade, o empresário Romão Chaim Asseff, patriarca de numerosa família, que deixou um legado de relevantes serviços prestados a sua cidade natal Corumbá. Nasceu no dia 06 de outubro de 1928.

Chaim foi um dos fundadores e diretor do Sistema Fiems-Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, inclusive tendo sido seu vice-presidente na gestão do empresário Alfredo Fernandes, no período de 1999 a 2007, recebendo a Comenda da Indústria em 2012, que lhe foi outorgada pelo então presidente Sérgio Longen. Foi conselheiro do SENAI em Campo Grande e também do SESI. Foi fundador do Sindicato das Indústrias Extrativas de Corumbá(Sindiecol), tendo sido seu presidente por mais de 30 anos. 

O seu corpo está sendo velado na Capela Cristo Rei, situada na Rua Major Gama, quase esquina com a Rua 13 de Junho, no centro de Corumbá, de onde sairá o féretro nesta segunda-feira, 27 de abril, às 10 horas, para seu sepultamento no Cemitério Santa Cruz.
O pranteado era Maçom; foi presidente da Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária(SSCH); foi eleito o vereador mais votado do PSP-Partido Social Progressista em Corumbá, exercendo a vereança por oito anos, na época em que não havia remuneração, no período de 1962 a 1969. Foi presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos de Corumbá e Ladário, quando promoveu a instalação da imagem do padroeiro da classe, São Cristóvão, na parte frontal do posto de serviços e abastecimento situado na Rua Frei Mariano, esquina com a Rua Colombo, no centro da Capital do Pantanal, ao lado do Sindicato dos Taxistas.


Romão Chaim era empresário do ramo de calcário, proprietário de tradicional caieira no perímetro central da Cidade Branca. Foi proprietário da Fazenda São João, que possuía fonte de água mineral. Aos 25 anos formou-se em Técnico de Contabilidade. Em sua juventude foi atleta, se destacando como um campeão de corridas e maratonas. Por vários anos colaborou com o Poder Judiciário, como jurado na Comarca de Corumbá. 


Chaim fez jus a inúmeras comendas e homenagens. Era reconhecido pelo Exército e Marinha como amigo oficial, tendo ajudado a construir as instalações do quartel da Polícia Militar em Corumbá, do Corpo de Bombeiros e da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais(APAE).


Deixa os seguintes filhos: Edemir Chaim Asseff, Dr. Daniel Chaim Asseff, Jucelino, Cristiano, Samir, Luciano, Márcio, Rosemira Chaim Asseff e a Dircinéia Chaim Asseff, além de netos e sobrinhos.
Portanto, nos deixou um cidadão muito popular e benquisto na região de Corumbá e Ladário. A família enlutada nossos sentimentos e muita luz e paz a sua alma no Reino do Senhor.

Segunda-feira começa com sol em Corumbá

Foto/Myllena de Luca


A segunda-feira começou com céu aberto e sol em Corumbá. A temperatura é de 27ºC e a umidade relativa do ar em 84%. De acordo com o site de meteorologia Climatempo, a previsão é de sol e pancadas de chuva no período da tarde e noite. A máxima prevista para hoje é de 34ºC.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sexta-feira começa com céu nublado em Corumbá


Foto/Myllena de Luca


O dia começou com o céu nublado em Corumbá. A temperatura desta sexta-feira é de 24ºC e a umidade relativa do ar de 94%. De acordo com o site de meteorologia Climatempo,  há previsão de chuva para o período da tarde. Para sábado e domingo a previsão é de pancadas de chuva. A máxima para hoje é de 33ºC.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quinta-feira começa com céu aberto em Corumbá



Foto/Myllena de Luca


O dia começou com céu aberto em Corumbá. A temperatura é de 23ºC e a umidade relativa do ar em 83%. De acordo com o site de meteorologia Climatempo, para hoje não há previsão de chuva. A máxima prevista é de 32ºC.